Ganhadores da loteria que voltaram a ser pobres

Jogamos na loteria movidos pela excitação de ficar milionários. Porém, ser milionário não é para qualquer um, como poderemos ver na continuação deste artigo. Estes ganhadores da loteria que perderam tudo conseguiram gastar uma bolada num tempo recorde, seja por incapacidade de administração, seja por impulsividade, ou ainda por terem sido passados para trás por amigos e familiares.

Tino poderia estar na nossa lista se não fosse um personagem fictício. Ele também perdeu tudo o que ganhou na loteria.

Essas pessoas foram agraciadas pela sorte, mas depois perderam tudo com a mesma velocidade que conseguiram. Leia os próximos parágrafos e aprenda o que você não deve fazer quando a sorte bater a sua porta, seja na forma de um prêmio lotérico, seja na forma de um jackpot nas slots machines.

Antônio

O baiano Antônio ganhou cerca de 30 milhões de reais na loto em 1983 (sim, alguns de vocês não eram nem nascidos), nos seus áureos 19 anos. Era tanto dinheiro, que ele pensou que não fosse acabar nunca. Assim que ganhou a bolada, Antônio se mudou para a suíte presidencial um hotel sofisticado no centro de Salvador, Bahia, onde todo dia pedia um cardápio diferente de... Mulher.

O baiano também era bem generoso com os seus “amigos”, emprestando altas quantias de dinheiro sem pensar duas vezes e bancando festas caríssimas, onde não falava mulher e bebida boa. Ele também fazia coleção de carros.

Realmente, não há o que contestar: Antônio curtiu bastante a sua fama de milionário cercado de “amigos”, mulheres e até mesmo pessoas famosas durante cinco anos. Só que ele não imaginou que um dia a vida boa fosse acabar, e não fez nenhum investimento.

Depois de ter perdido tudo, Antônio agora trabalha como um faz-tudo em um restaurante. Os frequentadores do estabelecimento onde ele trabalha não fazem ideia do passado de Antônio, que agora mora na humilde casa da sua mãe. Aliás,o ex-milionário não se preocupou em ajudar a mãe quando rico em nenhum momento, e ela foi a única que esteve ao seu lado nos bons e nos maus momentos. Será que foi um castigo divino?

Seu Alvino

Seu Alvino era um vendedor de picolé do interior de Goiânia quando ganhou mais de meio milhão de reais na Mega-Sena em 1971. Da mesma forma que Antônio, Seu Alvino era bem generoso com seus amigos e saía com várias mulheres, mesmo casado.

Segundo relatos de seus vizinhos, a riqueza de Seu Alvino durou cinco anos. A única que realmente ficou do seu lado, nos bons e nos maus momentos, foi a sua mulher, que reconhece que a época de milionário de seu marido não foi uma época muito feliz. “É uma vida de ilusão. Ilusão do que é bom”, diz ela.

Bem castigado pelo trabalho na roça, Seu Alvino quase não enxerga e teve que amputar parte de uma perna por causa da diabetes. Quarenta anos depois de ter ganhado o prêmio, Seu Alvino prefere não dar muitos detalhes sobre como gastou o dinheiro, colocando a culpa nos aproveitadores. Ele admite que sua vida seria melhor se ele não tivesse ganhado na loteria Mega-Sena, pois esse dinheiro nunca trouxe felicidade.

Nivaldo

Também baiano, Nivaldo, de 65 anos, tem uma vida bem humilde que nada se parece com a vida de milionário que teve depois de ter ganhado cerca de um milhão e meio de reais na loteria esportiva. Ele fez dois jogos: um em seu nome, e outro no nome de sua mulher. A aposta com o nome da mulher foi certeira!

Quando ganhou na loteria esportiva, Nivaldo morava no Rio de Janeiro, tinha 27 anos e trabalhava como faxineiro. Ele chegava a fretar aviões apenas para ver as partidas do seu time de futebol de coração: o Bahia.

Amigos e parentes se aproveitaram da pouca experiência de vida de Nivaldo, aparecendo em sua vida como “abelhas no mel”. Ele não sabia dizer não e, assim como os outros ex-milionários, achava que o prêmio era uma quantia infinita que nunca fosse acabar.

Hoje, ele vive de uma aposentadoria equivalente a um salário mínimo e precisa escolher entre comprar mantimentos ou pagar pelos caríssimos medicamentos para a hanseníase. Para completar a renda, ele também trabalha tomando conta de carros, ganhando menos de um real por cada carro.

Com muita amargura, ele diz que não sente saudades da vida de milionário. Com cara de poucos amigos, ele quase não vê os filhos. Para quem um dia não pensou no futuro, hoje em dia a saída é não pensar no passado.

Anônimo Famoso

O que será que aconteceu com o ganhador misterioso?

O último sortudo azarado da nossa lista não teve nem a chance de gastar o que ganhou. Em julho de 2013, o ganhador misterioso de Ponta Grossa, no Paraná, ganhou um prêmio de R$ 23 milhões, mas não foi buscar o prêmio. Se este dinheiro tivesse sido apostado na poupança, em três meses renderia cerca de 300 mil reais.

E fica o suspense no ar: uns acham que o ganhador da loteria perdeu a cartela, outros acham que ele não teve o trabalho de conferir os números depois, e uma senhora acredita inclusive que o vencedor “bateu as botas”. Logo após o sorteio, um homem apareceu na agência lotérica dizendo ser o ganhador da fortuna, mas ele não tinha o bilhete e nunca mais voltou. Seria ele o ganhador da loteria?

Segundo a Caixa Econômica Federal, os ganhadores da loteria têm um prazo de 90 dias para resgatar o prêmio. Quando não é retirado, o dinheiro vai para o Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior (Fies). Veja o vídeo aqui.

Dinheiro na mão é vendaval

Pesquisa mostra que cerca de 1/3 dos ganhadores da loteria gastam tudo o que ganharam em poucos anos.

Uma pesquisa revela que cerca de um terço dos ganhadores da loteria vão à falência apenas alguns anos depois de ganharem os seus milhões, comprovando aquele velho ditado popular “o que vem fácil, vai fácil”. Há ainda aqueles que perdem tudo antes mesmo de ganhar alguma coisa, tais como os jogadores compulsivos. Siga as nossas dicas e fique bem preparado não só para ganhar milhões, como também para não deixar o dinheiro subir à cabeça quando o dia da sorte grande chegar.

Caso queira tentar a sorte online, recomendamos a visita aos seguintes casinos:

ACERCA DO AUTOR

“Saber desistir. Abandonar ou não abandonar – está é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém. E está longe de ser rara a situação angustiosa em que devo decidir se há algum sentido em prosseguir jogando. Serei capaz de abandonar nobremente? Ou sou daqueles que prosseguem teimosamente esperando que aconteça alguma coisa?” (Clarice Lispector)

4 Comentários

  1. Sticer

    Quando a cabeça não tem juízo, é bem verdade que o corpo é que paga! Que desperdício…

    • Com certeza! Como alguém pode acreditar que dinheiro é infinito e nunca vai acabar?

  2. Mulher Frugal

    Só aparece histórias dos perdedores,porque os ganhadores espertos,somem,e sabem administrar seu dinheiro.Essas pessoas tem pobreza espiritual ,além de serem burras,o dinheiro tem que ser bem aplicado para não ficar nessa miséria.

  3. Ripper77

    Não entendo como há pessoas que desperdiçam oportunidades que só surgem uma vez na vida… Talvez fosse boa ideia que quem ganha somas tão grandes de dinheiro, tivesse algum acompanhamento e aconselhamento, tanto na área da gestão de finanças, como a nível psicológico para não acontecerem situações deste tipo que apenas podemos classificar de lamentáveis.

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